Aracaju – Sergipe

Atualmente se discute, propala-se, prega-se, a divisão dos estados brasileiros. Aparentemente, é uma boa idéia. Mas só aparentemente. O que afugenta a aparência são as despesas que aumentam consideravelmente, com a criação e instalação de novas repartições publicas, tais como: novas Assembleias Legislativas, Tribunais de Justiça, Estadual e Federal, Justiça do Trabalho, enfim, uma quantidade astronômica de novas instituições indispensáveis ao desenvolvimento do novo Estado. Há casos anteriores de bons resultados. É o Brasil muito grande, sendo uma Federação com poucos Estados membros, alguns são maiores que muitos países. A Bahia é igual à França. Tal fato dificulta sua administração, porquanto estradas não são construídas, e quando o são, logo se encontram abandonadas ou imprestáveis, fato corriqueiro, muitas vezes provocado pela deslavada corrupção que impera impunemente. Ao contrário dos grandes e mastodônticos estados, os menores, pequenos, em virtude de suas diminutas extensões, facilitam a administração, o que somente beneficiam seus habitantes. É o caso da bela e progressista Aracaju, onde estou no momento, desfrutando das suas belezas, de seus encantos, de suas avenidas largas, limpas, bem sinalizadas, com o tráfego fluindo com desenvoltura, com uma quantidade imensa de veículos, das mais diversas marcas, que demonstra o alto poder aquisitivo de sua população. Apesar do calor saariano, abrasivo, amenizado pela suave brisa dos ventos alísios, apropriada e carinhosamente denominado de nordeste. Aracaju é uma cidade bastante nova, a segunda Capital do Estado, limpa, privilegiada pela natureza. Plana como uma mesa de bilhar, o que facilita o fluxo dos automóveis no trânsito. Mesmo assim está crescendo para cima com seus altos edifícios de gosto aprimorado, que ilustra o visual da cidade com o seu colorido. Sua gente é de uma cortesia admirável. A cidade é dotada de dois grandes Shoppings, bem instalados, com amplos e significativos estacionamentos, com reservas exclusivas para idosos e deficientes, que precisam antecipadamente, se cadastrarem. Impressionante são as Livrarias neles instaladas. Com uma variedade sem par de títulos dos mais diversos autores. A vida cultural da cidade é intensa e diversificada. Recebe muitos artistas e celebridades do mundo literário conhecidos. Recentemente, a convite do Tribunal de Justiça do Estado, recebeu o jornalista e escritor Domingos Meirelles para palestras ministradas com exclusividade para os Desembargadores, com direito a autógrafos de seus mais divulgados e conhecidos livros. A cidade desenvolveu-se muito. Inúmeros são os condomínios de alto luxo, desfrutando as divícias naturais, com a presença do Atlântico, cujas praias são um convite ao lazer, à preguiça, ao bem estar de todos que delas desfrutam os visitantes, principalmente. O ensino está entre os melhores do Brasil, ombreando com os mais famosos, encontrados nos grandes centros. Tais vantagens não se encontrariam, e muito menos seriam implantadas, não fosse a dimensão liliputiana do Estado. Pois sendo pequeno, com poucos municípios, muitos dos quais também pequenos, ajoujados à capital, cujo acesso é facilitado, com boas estradas, muitas pontes, uma vez que a capital é cercada por rios, lagoas, servem de exemplo para os defensores da divisão territorial do país, com o aumento do numero de estados. A cidade é dotada de grande infraestrutura, com grandes ciclovias, pistas exclusivas para os coletivos, o que faz com que o trafego não se congestione. A característica do linguajar nordestino está muito bem explicitada na pronuncia de algumas palavras com sonoridade musical bastante clara e acentuada. Que o diga a minha querida e admirada Cota, que por ser Avaliadora Judicial, não perde tempo em comparar as praias da Aracaju com as de Alcobaça, onde costuma nos abrilhantar com sua auspiciosa presença. Ela é sempre bem recebida e sua ausência por demais sentida.  Salve Aracaju com D. Rebeca e suas lindas filhas, que nela se fixaram. Aracaju, 28 de março de 2012. *Ary Moreira Lisboa é advogado e escritor.